No meio da bagunça ocidentalizada, uma joia que vale seu tempo.

Quem aí leu “Comer, Rezar, Amar”? Ou assistiu ao filme? Serve também… Lembra que a Liz passou os últimos três meses da sua viagem em Bali (aqui em casa chamamos ela de Liz mesmo, já é uma velha amiga)? Pois bem, mais esperta que eu, a Liz não perdeu seu tempo nas praias caóticas: ela foi direto pra Ubud. E pra lá fomos também eu e Carol, logo depois de Sanur. Agora sim, uma Bali que combina comigo!

Ubud é uma cidade que fica um pouco mais pra dentro da ilha, e apesar de ainda ter seus engarrafamentos e suas lojas chiques, ela tem também algumas preciosidades: floresta tropical nativa, terraços de arroz, templos hindus, danças típicas, artesanato… Mas calma, vamos por partes. Que tal começar pelos templos?

Meu Deus, quanto templo! Ao contrário do resto da Indonésia, que é muçulmana, Bali é de maioria hindu e cada casa na ilha seu próprio templo. Um templo inteiro, não um pequeno santuário como é costume nos países budistas. E mesmo pra quem já está na Ásia há muito tempo e não aguenta mais ver templos, não tem como não se encantar com os templos balineses: são completamente diferentes de tudo que eu havia visto antes!

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O “pequeno” templo dentro da nossa guesthouse em Ubud
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Foto roubada da amiga Juliana.

Além de religioso, Ubud é também um lugar extremamente artístico. Galerias por todos os lados, pinturas, esculturas, artesanato… um paraíso pra quem gosta de fazer compras (e um martírio pra mim, que a essa altura já não tenho dinheiro nem espaço pra nada). Aqui também é o melhor lugar para se assistir às tradicionais apresentações de dança e teatro Balinesas – são muitas e acontecem todos os dias e em diversos lugares (qualquer agência ou hotel pode te vender ingressos). Não dá pra perder! Uma amostrinha aqui:

Diferente, né? As roupas, a músicas, os movimentos – até os olhos dela dançam!

Outra coisa que gostei muito em Ubud é que lá ainda se encontra um pouco de natureza. Você pode pensar que é coisa de biólogo, mas digo eu que mato faz bem pra alma. Então que tal uma visita à Sacred Monkey Forest pra ver uns macaquinhos simpáticos? Ou uma caminhada pelos terraços de arroz? Se você for um pouco mais aventureiro, recomendo o rafting pelo rio Ayung. O passeio dura uma manhã inteira e custa 350.000 rúpias (R$85) – incluindo transporte, almoço e equipamento. São aproximadamente 2 horas descendo o rio através da floresta, com paradas em cachoeiras e bares – você recebe uma sacola impermeável, de forma que pode levar dinheiro e se embebedar no caminho (ou só fazer um lanche, é bom também). Super divertido, vale muito à pena!

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O rio Ayung cercado de florestas – e nós esperando para entrar no barco.
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Os terraços de arroz, mais uma foto da Ju.
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Um macaquinho enchendo a cara de mandioca na Sacred Monkey Forest
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Só de andar pela cidade você já está cercado de natureza (fonte: flickr.com/photos/fabola)

Só pra terminar, Ubud é o lugar certo pra quem gosta de ioga e meditação. Tipo eu. Diversos estúdios e hotéis oferecem aulas de todas as modalidades: hatha, ashtanga, kundalini… até meditação tibetana com monges tinha! Quer mais que uma aula? Tem montes de retiros. Não tem equipamentos? Tem montes de lojas de venda e aluguel. Ioga para todos os lados. Ioga para todos os gostos e orçamentos. Sério, não tem desculpa pra pular uma aula de ioga em Ubud.

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Que tal uma horinha se esticando? (fonte: flickr.com/photos/ssedro)

Mas eu pulei. Pois é, hipocrisia pouca é bobagem. Eu aqui tentando te convencer, enquanto eu mesma não fiz uma única aulinha. Em minha defesa, eu pretendia. Mesmo! Gostei tanto tanto de Ubud que meu plano era voltar e terminar aqui minha viagem pela Ásia – fazendo um retiro. Mas como sempre acontece em viagens espontâneas, meus planos acabaram mudando.